Sindicato das empresas de telecomunicações do Brasil reclama de reajuste de imposto da TV paga e outros serviços para 2016

O SindiTelebrasil, sindicato que representa as empresas de telecomunicações do país, expressou seu descontentamento e preocupação com o reajuste de impostos que os serviços sofrerão em 2016, afirmando que o consequente aumento de preço fará as pessoas consumirem menos serviços. A TV paga é um dos setores com maior reajuste, chegando a aumento de 50% da alíquota.

Uma das grandes preocupações é a taxa da Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional) cujo aumento de 28% resultará em R$ 200 milhões em despesas adicionais. A TV paga tem uma alíquota diferenciada do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que sofrerá um aumento de 50% em 16 estados (de 10% para 15% de tributo) e causou a revolta do sindicato: “Mesmo estados que prometeram não aumentar o ICMS, como Rio de Janeiro e São Paulo, já disseram que vão subir. Perguntamos ao Confaz: Vocês trabalham para o Netflix?”, disse o presidente do Sinditelebrasil, Eduardo Levy.

Atualmente cerca de 60% do que é gerado pelo setor fica para o governo em forma de tributos e não é possível não repassar o aumento de taxas para as contas dos clientes. O órgão afirma que se iniciará uma luta contra as taxas altas em plena crise financeira, que inclui empresas procurando a Justiça contra os aumentos e a criação de um ranking de municípios “amigos e inimigos” das telecomunicações. “Certamente se esses reajustes acontecerem as pessoas não vão gastar mais, porque elas não têm de onde tirar. Elas vão consumir menos serviços de telecomunicações”, diz Levy.