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AT&T e Time Warner avaliam remoção de canais de TV por assinatura no Brasil

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Agência Nacional do Cinema terão que decidir, no segundo semestre do ano, sobre a aquisição da Time Warner (hoje Warner Média) pela AT&T. “Se a decisão for de que AT&T não pode ser proprietária da HBO, da Turner (TNT e CNN) e da Sky ao mesmo tempo, uma das alternativas seria deixar de vender conteúdo em TV por assinatura e só fazer streaming”, diz Michael Hartman, vice-presidente sênior da AT&T.  

A AT&T anunciou a compra da Warner Média em 2016 e já superou os últimos obstáculos regulatórios para aquisição nos Estados Unidos, onde a fusão já estava operacional, mas uma conclusão final é esperada do Departamento de Justiça do Supremo Tribunal de Apelação (a fusão foi rejeitada na primeira instância legal). O objetivo do grupo é lançar um OTT antes do final do ano, mais ainda aguarda a aprovação das organizações brasileiras. “Todo mundo está fazendo investimentos importantes. Só no Brasil estamos enfrentando uma situação de dúvida, que os está freando”, afirmou Hartman.

O grupo já desativou os canais de Esporte Interativo para cumprir a Lei de Acesso Condicionado (SeAC), que não permite a propriedade cruzada entre as empresas de distribuição e a produção de conteúdos. “Parte da lógica era a necessidade de adequar a operação desses canais, tomando em conta as necessidades da lei, porque provavelmente não poderiam ser produzidos no Brasil”, opinou o executivo.Nos casos da HBO e dos canais da Turner, a AT & T defende que, como essas unidades têm suas sedes fora do Brasil e não produzem diretamente no país, não há impedimento para o grupo mantê-los com a Sky.

“Fora do tema pontual, da regulamentação e como ela vai ser aplicada, estamos enfrentando” concorrência crescente, disse Hartman, acrescentando: “Grandes empresas têm grande parte de sua estratégia orientada a buscar formas de entregar novos conteúdos audiovisuais para os consumidores. É uma pena que no Brasil o discurso não vá para isso, para o interesse do consumidor, e sim para uma análise ultrapassada e desnecessária, de aplicação de uma lei fundamentada num conceito de mercado que já não existe”. Questionado se a AT&T poderia chegar ao limite de seguir outras multinacionais que têm deixado o mercado brasileiro, Hartman respondeu: “A AT&T só vai desistir do mercado se for forçada a fazê-lo”.